LOBINHO GUARÁ


(LOBO GUARÁ)

NOSSO MASCOTE

O lobo-guará, também conhecido como guará, aguará e aguaraçu, é o maior canídeo nativo da América do Sul e a única espécie do seu gênero, Chrysocyon.

Caracterisitcas
Com sua inconfundível pelagem vermelho-dourada, segundo alguns, teria derivado o guará do nome, de origem tupi (guará = vermelho). A parte inferior das pernas, a extremidade da cauda e o focinho são negros e os pêlos dorsais. Apesar do porte e da aparência feroz, são animais inofensivos ao homem e raramente brigam entre si.

O lobo-guará é um animal grande,é o maior canídeo nativo da América do Sul e a única espécie do seu gênero, Chrysocyon, mede até 1m de altura, tem de  1,20 a 1,30m de comprimento do corpo e seu peso pode chegar de 20 e 23 kg.

Habitos alimentares

O guará é onívoro — alimenta-se tanto de animais como de plantas — e oportunista. Ou seja, come o alimento mais disponível e fácil de alcançar. Por conta disso, mesmo que seja capaz de atacar galinhas, por exemplo, na maior parte das vezes é inocente.

Diferente das demais espécies da família Canidae, em que a base da nutrição é a carne, o lobo-guará tem nos frutos parte importante de sua dieta e é reconhecido como um grande dispersor de sementes. Como é sabido, um de seus ‘pratos’ prediletos é a lobeira ou fruta-do-lobo (Solanum lycocarpum), arbusto muito comum do Cerrado, presente inclusive em pastos.

O lobo-guará alimenta-se ainda de pequenos animais, como roedores, aves, lagartixas, rãs e insetos, incluindo gafanhotos. E não recusa vários tipos de ovos. Além disso, aproveita animais mortos. Sua dieta é naturalmente balanceada, e também para não interferir nesse equilíbrio, recomendasse evitar o uso de comida para atraí-los no turismo de observação. 
 
É um animal solitário, noturno, selvagem e tímido. O comprimento incomum das pernas facilita a tarefa de subir morros e localizar presas de longe. Como as pernas dianteiras são um pouco mais curtas que as traseiras, descer é mais difícil, então, morro baixo, a marcha é lateral. 

Comportamento

Territorialista, o lobo-guará tem hábitos solitários, juntando-se em casais apenas durante a época da estação reprodutiva, período em que a fêmea não sai da toca e é alimentada pelo macho. A reprodução ocorre uma vez por ano, sendo que a gestação dura entre 56 e 66 dias. Cada ninhada varia de um a cinco lobinhos, que possuem pelagem acinzentada e gradativamente adquirem a cor da pelagem adulta. O desenvolvimento é rápido, como na maioria dos canídeos.

Habitat
Habitante de campos abertos, o lobo-guará vive, sobretudo, no Cerrado, mas também é encontrado nos Campos Sulinos (pampas), na Caatinga e na borda do Pantanal. Sua distribuição, além do Brasil, inclui a Argentina, o Paraguai, a Bolívia e uma pequena parte do Peru e do Uruguai, onde há pouco conhecimento, apenas um relato de sua presença em 1991. 

Extinção
Esse animal, considerado ameaçado de extinção pela lista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), evoluiu separado dos demais canídeos e não é parente próximo de lobos ou raposas, com quem também costuma ser comparado. Embora faça parte da família dos canídeos, pertence a um gênero composto por uma única espécie. Seus parentes distantes do gênero Canis, como o lobo-cinzento ou lobo-vermelho, só existem nas Américas, do México para o norte, além de partes da Europa e da Ásia. Maior canídeo da América do Sul, o guará é vítima da má fama associada às histórias de lobo mau. Temido pela população, ele é implacavelmente perseguido e caçado, embora seja um animal solitário, tímido e dócil. A rigor, nem lobo ele é.

Até pouco tempo acreditava-se que a perda de hábitat, derivada principalmente da substituição do Cerrado pela agropecuária, fosse a principal causa da diminuição de sua população. No entanto, se revelou uma surpresa: preconceito, desconhecimento e superstição superam a ameaça da perda de hábitat . Temido pela população, ele é implacavelmente perseguido e caçado, embora seja um animal solitário, tímido e dócil. A rigor, nem lobo ele é.

Uma outra grande ameaça — essa sim relacionada à falta de hábitat — é o atropelamento. “Como são animais de áreas abertas, conseguem viver em locais degradados. Com o desmatamento da Mata Atlântica, hoje são encontrados até no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. No entanto, não usam áreas de pastagem ou plantação, estão ali de passagem. E, nessa procura por território, acabam caçados ou atropelados”, diz o pesquisador. 
 
Um estudo realizado,estima-se  que, em dez anos, o lobo guará poderá estar extinto no local, devido à combinação da falta de hábitat e atropelamentos. Isso acontece por conta da pressão da população humana, em expansão sobre as poucas áreas de Cerrado que ainda sobram por ali. Como são animais territoriais e não há espaço para todos, alguns acabam saindo e tornando-se vulneráveis. Outra área crítica é o Mato Grosso, onde o Cerrado também desaparece rapidamente.